Boa para o bolso e para o meio ambiente, a energia solar, energia limpa e acessível a todos,  tem conquistado cada vez mais adeptos no Vale do Rio Pardo.

A região concentra atualmente 18,8% de todas as fontes desse tipo no Estado – o que equivale a 472 projetos de um total de 2.505.

Somente em Santa Cruz do Sul são 214 unidades. E a tendência desses números é aumentar. Para este ano a projeção da RGE Sul é que Santa Cruz tenha 250 novas unidades de microgeração.

Em 2014, quando o primeiro projeto foi instalado, o município encerrou o ano com nove conexões. De lá para cá, outras 205 unidades entraram em operação.

Já a região registrou um aumento de 333% na procura por este recurso solar, entre 2016 e o ano passado, com o número de ligações de redes solares passando de 75 para 325.

O primeiro município a aderir ao sistema foi Mato Leitão, em 2013, quando uma única unidade foi instalada. Hoje existem fontes em Arroio do Meio, Candelária, Estrela, Imigrante, Lajeado, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz, Vale do Sol, Venâncio Aires e Vera Cruz.

A expectativa é de que, até o final de 2018, 500 novos projetos sejam realizados nesses municípios. Levando em conta todas as unidades conectadas na região, 1.750 pessoas podem ser abastecidas com a potência gerada, que é de 6.000 kilowatts.

Se confirmada a expansão prevista para este ano, o número de pessoas atendidas tende a saltar para 4 mil, o que corresponde a um município do tamanho de Vale Verde (3.448 habitantes) ou quase Mato Leitão (4.240) e Gramado Xavier (4.242).

Ainda conforme a RGE, os clientes residenciais são os que mais buscam esse tipo de geração, respondendo a 73% das conexões efetivadas. Morador da Rua Belo Horizonte, no Centro de Santa Cruz, Mauro Silveira Moraes entrou para essa estatística em dezembro de 2016.

Antes de instalar o sistema, que conta com um painel solar e um inversor de energia, o empresário gastava na faixa de R$ 600,00 mensais com a conta de luz – valor que aumentava nos períodos de férias devido à visita de familiares.

“Temos ar-condicionado em todos os cômodos, máquina de lavar louça, lava roupa e secadora. Com as visitas em casa, tínhamos que ficar controlando o consumo e pedindo para que todo mundo regulasse também”, contou.

O investimento, na época, foi de R$ 44 mil, mas Soares conta que atualmente é possível instalar o mesmo equipamento por, em média, R$ 36 mil. Com uma geração mensal de 900 kilowatts de energia e um consumo de 600 kilowatts, a conta de energia foi reduzida à taxa mínima de R$ 38,00.

“Existem linhas de crédito bem em conta pra fazer esse investimento, mas nós tínhamos um valor na poupança e resolvemos investir, pensando no longo prazo e na estabilidade que isso vai nos trazer nas próximas décadas”, comentou.

A energia que não é utilizada pela família se transforma em créditos de kilowatts que podem ser consumidos em até cinco anos. Outro benefício do módulo, conforme Moraes, foi o isolamento térmico no segundo andar da residência. “Com o painel cobrindo todo o telhado, os quartos acabaram ficando mais fresquinhos.”

Tire suas dúvidas

Qual o preço médio de instalação de um painel solar?
Varia de acordo com o tipo de imóvel onde vai ser instalado. Em uma residência pequena, pode sair em torno de R$ 15 mil, já em casas grandes, o projeto pode beirar os R$ 50 mil.

O que é levado em conta na hora de fazer a instalação?
São diversos fatores, sendo os principais a orientação solar do telhado, o espaço disponível e o perfil de consumo de energia. A melhor posição do telhado é aquela que pega sol do norte.

Já o consumo vai interferir no tamanho do painel e na potência dos inversores instalados, o que pode encarecer ou baratear o projeto. Ar-condicionados, máquinas de lavar e secar roupa, lava-louça e refrigeradores estão entre os itens que mais consomem energia.

Em quanto tempo o equipamento se paga?
Varia em média de 3 a 5 anos.

Qual o tempo de vida útil de um painel solar?
No mínimo 25 anos.

Como funciona a energia solar?

A luz solar que incide sobre o painel fotovoltaico instalado no telhado é absorvida e convertida em energia elétrica contínua.

Essa energia passa por um inversor que a transforma em corrente elétrica alternada, própria para o padrão de uso doméstico.

A energia que sai do inversor vai então para o “quadro de luz” e é distribuída pela casa, conforme a necessidade, reduzindo a quantidade de energia que precisa ser comprada da distribuidora de energia.

O excedente de energia gerada vai para a rede da concessionária da sua região.

Essa energia é medida por um medidor bidirecional que contabiliza o que é mandado para a rede.

À noite, quando não se gera energia e há consumo, é usada a energia fornecida pela distribuidora e, ao final do mês, o consumidor paga somente a diferença.

Caso tenha gerado mais energia do que consumiu ao longo do mês, são gerados créditos em kilowatts que podem ser utilizados em até cinco anos.

 

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