Gerar a própria energia elétrica em casa tem sido a opção de um número maior de sorocabanos. Em 2017, de acordo com dados da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) até setembro, 87 consumidores de Sorocaba e região produziam energia por meio da instalação de placas fotovoltaicas. Isso representa crescimento 135% em relação ao mesmo período de 2016, quando apenas 37 consumidores utilizavam a modalidade. Os dados são referentes aos clientes nas cidades de Sorocaba (50 clientes), Itu (21), Votorantim (9) e Araçoiaba da Serra (7).

Os clientes que aderem ao programa podem abater da conta de luz o volume de energia produzido pelos painéis solares. Se o consumo for menor que a quantidade de energia produzida, a diferença se torna um crédito. Como o cliente ainda recebe uma fatura — pois precisa utilizar a energia da concessionária durante a noite — esse “desconto” pode ser utilizado para reduzir o valor da conta. Os créditos apurados podem ser utilizados em até 60 meses. A eventual energia excedente produzida pelos clientes é retornada à distribuidora.

Utilização de créditos

A gerente comercial da Envo — braço da CPFL que atua na energia solar — Ananda Valei Christensen, conta que os clientes podem utilizar os créditos gerados em um imóvel, para abater créditos em outro local — desde que as áreas sejam atendidas pela mesma distribuidora de energia. Por exemplo: a pessoa possui uma apartamento em Sorocaba, onde não há espaço para instalar as placas solares, e uma chácara em Araçoiaba da Serra. Assim, poderia utilizar os créditos gerados na chácara para abater a conta de sua residência.

De acordo com a gerente, a economia na fatura de energia do consumidor pode chegar a até 95%. O investimento inicial varia: para a compra dos equipamentos e instalação suficiente a uma casa com quatro pessoas, estaria entre R$12 mil a R$15 mil. Com a economia gerada na conta de luz, o retorno financeiro é estimado em torno de seis anos. A maior parte dos clientes seriam consumidores residenciais (89% das instalações realizadas na região), porém estabelecimentos comerciais e indústrias também podem aderir.

Ananda destaca que a utilização da energia solar é benéfica ao meio ambiente, por diminuir a utilização de água nas hidrelétricas e a ativação das termoelétricas — que são mais poluentes. “É um sistema que gera um energia limpa e sustentável”, afirma.

Planejamento 

O engenheiro de automação Marcel Roberto Almeida, 42 anos, utiliza a energia solar desde julho de 2017. O gasto mensal da família de quatro pessoas com energia é de em média R$ 65, mas ele estima que sem o sistema chegaria a R$ 350. O engenheiro, que mora em um condomínio de Sorocaba, conta que o imóvel já foi projetado com o objetivo de utilizar a tecnologia solar. “A concepção da casa já foi em cima da energia solar”, diz.

Marcel relata que com toda a estrutura, equipamento e encanamentos do imóvel o custo total chegou a aproximadamente R$ 35 mil. Porém, ele pondera que o encanamento para aquecimento a gás seria ainda mais caro que o utilizado para a energia elétrica. Como vantagens do sistema com energia elétrica, cita a oferta instantânea de água quente nas torneiras e chuveiros, sem a necessidade de deixar a água correr por um tempo — economizando assim também o recurso hídrico. “Não é só o custo mensal (a vantagem). É também para o meio ambiente”, afirma.

Ele conta que o exemplo da família tem inspirado outras pessoas e que o engenheiro que projetou sua casa já trabalhou em outras residências do mesmo condomínio. Marcel acredita, no entanto, que o sistema ainda é pouco divulgado.

 

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